Militares ainda aguardam reunião com governador
Postada em: 01/07/2010
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Após várias reuniões proteladas, os militares acreditavam que hoje, enfim, teriam a resposta tão aguardada a respeito da correção salarial para a categoria. A expectativa foi gerada pela comunicação realizada pelo coronel Ronaldo dos Santos, chefe do Gabinete Militar, na manhã desta quinta-feira, dando conta de que o secretário de Gestão Pública, Guilherme Lima, receberia, ainda hoje, os líderes dos militares para uma reunião.
De acordo com o major Fragoso, líder dos oficiais alagoanos, o cel. Ronaldo admitiu que o governador Teotônio Vilela Filho tem se dedicado, intensamente, para encontrar soluções que minimizem a situação desoladora das vítimas das enchentes no Estado e, por isso, transferiu a atribuição de atender os representantes da categoria para Lima.
A alegação do gabinete do governo do Estado quanto à demora da resposta referente ao pleito dos militares baseava-se na conclusão de um relatório de impacto financeiro dos cofres estaduais que estaria sendo preparado pelo secretário de Gestão Pública. Há mais de dez semanas, Guilherme Lima afirma que faz este estudo, mas que ainda não teria tido tempo suficiente para concluí-lo.
Contudo, uma nova informação, fornecida pela assessoria da Gestão Pública, levou por água abaixo, mais uma vez, a esperança de ver o aumento se tornar uma realidade. O major Fragoso foi informado que o secretário estaria viajando, com retorno agendado somente para o fim de semana.
Fragoso, e os demais líderes militares, não esconderam sua indignação, pois acreditavam em uma resposta definitiva, como também por acreditar que o governador não está honrando seu compromisso com a categoria e, de certa forma, com a segurança pública que “ele tanto prega como prioritária”.
“Acreditamos que a demora se trata de uma estratégia política para expirar o prazo legal que regulamenta a concessão para a reposição salarial da tropa, mesmo assim, ainda aguardamos um posicionamento do governo para darmos prosseguimento às negociações”. A data limite é 3 de julho próximo, tendo em vista que 2010 é um ano eleitoral.
O prazo exigido pelo governador para apresentar o percentual correspondente à correção salarial, segundo Fragoso, foi de, no máximo 15 dias, e quase dois meses decorreram desde a última reunião no Palácio República dos Palmares. “O governador precisa honrar o compromisso firmado conosco e demonstrar que respeita os funcionários públicos e a sociedade alagoana”, disparou o major.