Profissionais da segurança elaboram pauta de reivindicações
Postada em: 09/02/2010
Foto: Representantes de classe aplaudem Maj. Fragoso
Nesta terça-feira, dia 9, os profissionais da segurança pública estiveram reuniram na sede da Associação dos Subtenentes e Sargentos (Assmal), para juntos elaborarem uma série de reivindicações para os próximos dias. Com essa intenção, os representantes da segurança pretendem de uma vez por todas pressionar o Governo de Estado a cumprir com seus acordos e garantir direitos e deveres da categoria.
Para o presidente da Associação dos Oficiais Militares (Assomal), Major PM Wellington Fragoso, os profissionais da segurança pública tornou-se órfão do governo atual. O oficial acredita que a única intenção do governador do Teotônio Vilela Filho é transformar o Estado de Alagoas num genocídio, ou seja, “querem extinguir a população alagoana do mapa”, apontou.
Major Fragoso comparou Alagoas aos países de primeiro mundo, acrescentando que o Estado já ultrapassou as fronteiras da criminalidade. “O governo trata que desdém a segurança pública. Nossa polícia está sucateada por falta de compromisso do Estado. Ao invés de entrar mais militares na Corporação, eles saem. O efetivo de soldado está defasado, faltam 80% deles na instituição militar”, comentou.
“A sociedade alagoana está pagando com a própria vida. Todos os dias morrem de cinco a seis pessoas, por mês são quase 200 e por ano cerca de dois mil assassinatos”, emendou Major Fragoso.
Durante a reunião, o presidente da Assomal propôs dentro do Programa “Polícia Legal”, que fosse realizado curso de especialização para os motoristas de viaturas das polícias. Isto porque, conforme o Maj. existe militar que conduz viaturas na polícia, mas que não possuem nem habilitação, nem o curso.
“Iremos conscientizar a todos os motoristas para que realizem este curso. O programa também se estenderá para os escrivães da Polícia Civil, que somente deverão ouvir depoimentos com a presença do delegado”, explicou o oficial.
Marcelo Avelino – representante do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen) reiterou-se com as palavras do Maj. Fragoso, e lembrou que o descaso do governo com os agentes penitenciários já dura quatro décadas. “Temos quatro datas-bases vencidas e a única desculpa do governo é a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que diz que cumpre, mas todos sabem que é às avessas”, desabafou Avelino. Ele acrescentou com o movimento é forte e somente unidos serão vitoriosos na luta. “Este governo tem fama de massacrar o servidor público. São inúmeras promessas não cumpridas”.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL), Issac Jakson, não mediu palavras e foi categórico dizendo, que: “Se o governador Téo Vilela for reeleito podem se preparar, porque se ele está fechando as portas para a Polícia Civil e Militar agora, mais tarde será bem pior”, apontou.
Issac destacou que todas as conquistas alcançadas até o momento foram a custa de muito esforço, enfrentamento e capacidade dos representantes de classe. “Com associações combativas e respeitadas”.
Na assembleia foram aprovadas por unanimidade cinco propostas:
1º Implantação do Programa Polícia Legal, com prazo até o dia 4 de março deste ano;
2º Convocação da Reserva Técnica da PM;
3º (21 de fevereiro) – Bloco de carnaval dos profissionais da segurança pública, que sairá da Praça Multieventos, na Pajuçara, às 9h.
4º (25 de fevereiro) – café-da-manhã na porta do governador Teotônio Vilela com todo o movimento dos profissionais da segurança;
5º (Dia 3 de março) – Ato conjunto e paralisação geral dos servidores estaduais
Por Ana Paula Omena
Foto: Ana Paula Omena