Ex-presidente da Assomal é indiciado por Apropriação Indébita Majorada em Inquérito Policial

O titular do 23° DP-Pilar, Delegado José Carlos André dos Santos, encaminhou à justiça alagoana, na última sexta-feira (04), o inquérito policial que concluiu pelo indiciamento do Major PM QOA Wellington Rodrigues Fragoso, ex-presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas – Assomal, no período de 2009 a 2017. O montante desviado, nos últimos três anos de gestão, é superior a R$ 460.000 (quatrocentos e sessenta mil reais) e foi evidenciado na auditoria realizada pela atual gestão da entidade.

A chapa Renovação e Transparência, vencedora das últimas eleições da Assomal em janeiro de 2017, realizou uma auditoria nas contas da associação para constatar seu histórico financeiro. A inspeção concluiu que na gestão presidida pelo Maj Fragoso, no período de 01 de janeiro de 2014 a 23 de janeiro de 2017, houve o desvio de aproximadamente R$ 463 mil reais da Assomal. O resultado da auditoria foi enviado à Polícia Civil e ao Ministério Público de Alagoas.

Para o atual presidente da Assomal, coronel J.Cláudio Nascimento, a representação criminal à Delegacia Geral e ao Ministério Público Estadual do caos financeiro e moral encontrado visou salvaguardar o interesse e o patrimônio coletivo da Associação. O indiciado responderá na 4ª Vara Criminal da Capital, consoante Processo nº 0700211-97.2019.8.02,0001, pelo crime de Apropriação Indébita Majorada, previsto no Art. 168, §1º, III da Lei 2.848/40 CP.

“Nossa entidade representa os oficiais militares da PM e do Corpo de Bombeiros, conhecedores da legislação vigente. A categoria merece uma representação digna e honrada e caso negativo como este, que resultou no indiciamento do antigo gestor, deve ser cobrado a responsabilidade de quem de direito”, esclarece.

Indiciado tenta retornar à presidência da Assomal

O Major Wellington Rodrigues Fragoso ficou a frente da Assomal por três mandados ininterruptos, de 24 de janeiro de 2009 a 24 de janeiro de 2017. Neste período ele se aventurou no cenário partidário de Alagoas – pelos partidos do PMDB em 2010 e PP em 2014. Já no ano de 2018 foi candidato ao cargo de Deputado Estadual pelo PSD. Em nenhum dos pleitos eleitorais teve êxito e nas eleições classistas o resultado não foi diferente.

Apesar de ter sido derrotado pela atual gestão, pela vontade dos associados da Assomal, o Major Fragoso tenta a todo custo retornar à presidência da Entidade. Às vezes por via judicial, através de técnicas processuais protelatórias, abusivas e inoportunas, às vezes por meios atentatórios ao estatuto da associação. Sempre numa ávida corrida contra o tempo para se livrar da responsabilização dos atos nada republicanos praticados durante a sua última gestão na Assomal.

Nesta auditoria foi detectado quase meio milhão de reais em desvio, acrescido de mais de R$ 500 mil reais de débitos – entre taxa de Marinha, FGTS, Eletrobras, Prefeitura, causas trabalhistas e indenização por dano moral a funcionária assediada por ex-diretor dentro da instituição. Imagine o montante que seria encontrado, se fosse analisada a contabilidade das gestões do indiciado do ano de 2009 a 2014.

Renovação, transparência e honra

Para o coronel J.Cláudio Nascimento a consciência do associado de sua responsabilidade em manter a Associação dos Oficiais Militares de Alagoas forte e honrada é o diferencial para o empoderamento da categoria.

“Pagamos muitos débitos da antiga gestão e isto limitou nossa capacidade financeira para investimento na sede da Assomal. Porém, limpamos o nome da Associação com os credores, fizemos parcerias e convênios para ajudar nas finanças do nosso associado e provamos que a honra militar deve prevalecer sempre. Prova disto é que nossa prestação de contas está em dia e a disposição dos sócios”, afirma o presidente da Assomal.

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